Capivari

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Capivari / SP, do Tupi-Guarani: Rio das Capivaras. O nome foi dado pelo fato de existirem muitas capivaras às margens do rio onde o povoado se formou. Mas, a partir de 20 de dezembro de 1905, por meio da Lei n° 975, o município passou a ser denominado, oficialmente, como “Capivari”.  

No início do século XVIII, Capivari recebeu os primeiros visitantes. Alguns deles encontraram um lugar com bom terreno, clima, água e peixes. Montaram acampamentos e decidiram começar uma nova vida. Em 1785, Francisco Idorgo pede à Câmara de Itu e consegue fazer com que se instale a primeira venda: a “Venda do Chico”.Assim, em 30 de abril de 1783, Antônio Pires de Almeida Moura e Joaquim da Costa Garcia, fundaram o “Arraial de São João de Capivary de Baixo”. Muitas famílias vieram de Itu e Porto Feliz e, dessa forma, o povoado começou a crescer. A Capela de São João Batista de Capivary instalou-se em 1820, perto da “Venda do Chico”.

Localizada a Oeste da Capital São Paulo, entre as regiões de Campinas, Piracicaba, Sorocaba. A economia da cidade se baseia na agricultura (principalmente da Cana-de-Açúcar) e em empresas que se instalam no município. 

Fonte: http://prefeituracapivari.sp.gov.br/

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Pontos Históricos

Casarão do Barão de Almeida Lima
 - Propriedade do Barão de Almeida Lima, o casarão, localizado na rua Tiradentes, em frente a Igreja Matriz, é famoso por ter hospedado o imperador D. Pedro II e sua esposa, Dona Teresa Cristina, durante visita do casal a Capivari, em 1878. O início da construção do imóvel data de 1842, por um dos fundadores da cidade, Antonio Pires de Almeida Moura. Com seu falecimento, o casarão foi vendido pela viúva Gertrudes de Araújo Campos a Manoel Bernardino de Almeida Lima, rico fazendeiro da cidade. Após a morte do barão, entre 1910 e 1932, funcionou no imóvel o “Hotel Corazza”. O casarão foi tombado como bem histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), Secretaria da Cultura do Estado, em 1975. O casarão é arquitetonicamente assim descrito pelo Condephaat: “Trata-se de construção em alvenaria de tijolos, da segunda metade do século XIX. O partido arquitetônico é tradicional, construído no alinhamento do lote em esquina, com entrada lateral ao lado de um grande jardim. A sua planta é retangular, térrea, com porão baixo para ventilação. A cobertura apresenta um pequeno beiral, arrematado por cimalha e as janelas são em guilhotina de madeira e vidro”.


Estação ferroviária
- Por mais de cem anos, entre 1875 e 1980, a estação ferroviária de Capivari foi ponto de chegada e partida de passageiros e cargas que cortavam o Estado em trens. Na década de 1990, os trilhos foram removidos pela Ferrovia Paulista S/A (Fepasa). O prédio da estação passou por alterações ao longo dos anos. Projeto de Cândido Motta Filho, o imóvel atual foi construído em 1918.


Igreja Matriz
- A primeira capela da cidade, fundada por volta de 1820, deu lugar à Igreja Matriz de São João Batista, construída a partir de 1842. Entre paralisações e retomadas, a obra se arrastou por décadas até atingir, no início do século XX, o padrão arquitetônico atual.


Praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta
- Ricas em vegetação, as Praças Rodrigues de Abreu e Dr. Cesário Motta reúnem algumas das mais belas paisagens de Capivari. O verde predominante das árvores e plantas divide o espaço com duas fontes, um coreto e um platô, no qual foi inaugurado, em 1932, um obelisco em comemoração ao centenário da fundação da cidade. As praças abrigam também as hermas de Amadeu Amaral (criação de Victor Brecheret), de Tarsila do Amaral (criação de Pandolfo) e Rodrigues de Abreu (criação de Tarsila do Amaral), três dos principais artistas capivarianos.


Quilombo de Capivari
 - Em abril de 2004, o Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo) reconheceu como terra quilombola uma área denominada “Sítio Santa Rita”, cercada por cana-de-açúcar, localizada na rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-301), ocupada por descendentes de escravos. Como aponta relatório técnico-científico do Itesp, a terra se tornou propriedade de Eva Barreto, que recebeu a área de seu ex-dono com o compromisso de trabalhar para pagar pelo terreno. Desde então, até o reconhecimento do quilombo, a terra permaneceu sendo ocupada por descendentes da proprietária.